O papel do terapeuta ocupacional em unidades de terapia intensiva

A atuação do terapeuta ocupacional em unidades de terapia intensiva (UTI) é cada vez mais reconhecida como parte fundamental dos cuidados multiprofissionais. Neste ambiente complexo e altamente especializado, a presença do terapeuta ocupacional contribui significativamente para a recuperação global dos pacientes, atuando em parceria com médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, fonoaudiólogos, psicólogos e outros profissionais. 

A seguir, explicamos a importância e os principais objetivos desse trabalho na UTI.

Envolvimento precoce e promoção da independência

Desde o momento em que o paciente é admitido na UTI, o terapeuta ocupacional pode iniciar sua avaliação e intervenção, mesmo em situações em que o paciente esteja sedado, entubado ou restrito ao leito. O objetivo é prevenir complicações funcionais, físicas e cognitivas, facilitando um processo de reabilitação mais eficaz e rápido.

Entre as principais metas, destacam-se:

Prevenção de déficits físicos e cognitivos: O terapeuta ocupacional trabalha para evitar a perda de força, mobilidade e habilidades funcionais decorrentes do tempo prolongado de imobilidade ou uso de sedativos.

Avaliação global do paciente: Compreende aspectos motores, cognitivos, emocionais e sociais, identificando riscos e possibilidades de intervenção.

Estímulo à participação nas atividades da vida diária (AVDs): Mesmo diante das limitações, busca-se favorecer a autonomia e a independência dentro das possibilidades do paciente.

Intervenções que fazem a diferença

O trabalho do terapeuta ocupacional na UTI é orientado para a humanização do cuidado e para a valorização do potencial do paciente. 

As principais intervenções incluem:

Mobilização precoce: Elaboração de estratégias para a movimentação segura do paciente, prevenindo complicações ortopédicas e circulatórias.

Estimulação sensorial e cognitiva: Atividades direcionadas para manter a atenção, memória, orientação e demais funções cognitivas.

Adequação do ambiente: Adaptação do espaço e dos recursos para promover o conforto e a comunicação, especialmente para pacientes com limitações motoras ou de linguagem.

Orientações para familiares e equipe: Educação sobre posicionamento, atividades seguras e estratégias para apoio emocional, fortalecendo a rede de suporte ao paciente.

Planejamento da alta e continuidade do cuidado

O planejamento da alta hospitalar inicia-se ainda durante a internação na UTI, com foco na transição segura para outros ambientes, seja a enfermaria, a reabilitação ou o domicílio. O terapeuta ocupacional participa deste processo, avaliando necessidades de adaptação domiciliar, uso de órteses, equipamentos auxiliares, treinamento de cuidadores e encaminhamento para acompanhamento ambulatorial.

Impacto na qualidade de vida

A presença do terapeuta ocupacional contribui para:

Redução do tempo de internação;

Melhora da funcionalidade e autonomia;

Prevenção de sequelas físicas e cognitivas;

Apoio ao paciente e à família durante o processo crítico de doença.

Em suma, o terapeuta ocupacional é peça-chave nas UTIs, promovendo uma abordagem centrada na pessoa, que visa não apenas a sobrevivência, mas a qualidade de vida e a recuperação do potencial máximo após o adoecimento crítico. 

Nossa equipe acredita na importância do cuidado multidimensional e está preparada para oferecer o melhor suporte em todos os níveis de assistência.

Se você deseja saber mais sobre nossos serviços ou tem interesse em terapia ocupacional hospitalar, entre em contato conosco. 

Estamos prontos para ajudar!

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